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Por que evitar customizações no software de Gestão Legal?

Em 16 anos lidando com softwares de gestão legal, vi muitos relacionamentos entre empresas de software e escritórios de advocacia ou departamentos jurídicos serem abalados devido problemas originados em customizações.

Não é incomum presenciar empresas com dificuldades em cumprir suas obrigações de customização, seja pela falta de um requisito de negócio e funcional precisos, seja pela incapacidade de manter os custos das customizações, seja pelo prazo acordado, ou ainda pela dificuldade de manter as customizações funcionando após o lançamento de novas versões de mercado do software.

Enfim, as customizações, se não forem muito bem avaliadas por ambas as partes, podem ser uma armadilha, cujo destino é o fracasso do relacionamento entre empresa de software e seus clientes.

As customizações com menos riscos são as de extração de dados, como de relatórios, por exemplo. Estas customizações, mesmo que bem específicas, não costumam gerar muitos problemas, pois não impactam no funcionamento do software.

Já as customizações que criam novos módulos, ferramentas ou campos, podem ter impactos negativos em conceitos ou ferramentas já existentes, ou ainda se mostrarem um problema nas novas versões, dependendo dos impactos que as novidades terão nestes itens específicos.

Além do mais, as customizações normalmente possuem um custo alto, não são reaproveitadas para outros clientes e precisam ser mantidas somente por quem as contratou.

Alguns softwares possuem alto grau de personalização/configuração. Este é o melhor caminho a seguir, mesmo que não seja 100% aderente às necessidades como seria uma customização.

Ao analisar um novo software e detectar que são necessárias funcionalidades que não foram apresentadas, a sugestão é que sejam analisadas as possibilidades de configurações, para verificar se conseguirão atender às demandas e, em caso negativo, que se busque a priorização do desenvolvimento das necessidades nos planos de desenvolvimento do software, de maneira que a necessidade não seja encarada como algo específico, mas sim que faça parte da versão de mercado e esteja disponível para todos os clientes.

Mais vale uma necessidade parcialmente, mas satisfatoriamente atendida por uma configuração, ou um tempo de espera pela funcionalidade na versão de mercado, do que uma customização que pode ser cara, em todos os sentidos.

Por: Juliana Pacheco, consultora na JP Gestão Legal (www.jpgl.com.br)
https://br.linkedin.com/in/juliana-pacheco-8116bba5

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